Café, você é muito controverso, mas eu te amo!

Para alguns, você é herói, para outros, é vilão. Os que lhe amam, dificilmente o traem ou abandonam, mas os que lhe odeiam sequer suportam o seu cheiro. Em relação a você, serve como uma luva a expressão “Ame-o ou deixe-o!”. E a ciência, o que pensa a seu respeito? Não há unanimidade… Para alguns, você eleva a pressão arterial, acelera o coração, rouba o sono e aumenta a ansiedade; para outros, você é um grande aliado, um amigo do peito, e, quando consumido com moderação, pode ser benéfico à saúde cardiovascular; também faz bem para o cérebro, ajuda a turbinar a mente, podendo contribuir até na redução de cálculo renal. No fim das contas, a ciência parece concordar que o exagero nunca foi boa companhia…

Você já foi protagonista de muitos “babados”, já fez o Rio de Janeiro e São Paulo símbolos de riqueza e de crise econômica; já fez o Brasil sinônimo de exportador de grão de qualidade e preço recorde; já foi nome de política de governo, juntamente com o leite mineiro (política do café com leite); e, mais recentemente, foi taxado e “destaxado” por Trump…

Pra gostar de você, não há idade, embora as crianças prefiram com leite, bastou provar de seu sabor para inseri-lo como hábito diário ou rejeitá-lo definitivamente. Alguns preferem forte, outros fraco; alguns preferem expresso, outros coado… A verdade é que, para os amantes dessa preciosa rubiácea, o que importa é não ficar sem ele.

Conta a tradição conta que tudo começou com etíopes observando que cabras, ao provarem da frutinha vermelha de uma determinada árvore, se tornavam mais animadas, pulando de alegria. Como daí alguém teve a ideia de torrar os seus grãos para produzir a clássica bebida que faz a felicidade de boa parte da humanidade, já não se sabe, mas que o idealizador é um gênio digno de nota, não se tem a menor dúvida.

Seja colombiano, guatemalteco, africano, asiático, brasileiro – entre eles, mineiro, paulista, paranaense e capixaba –, a variedade hoje é fenomenal, como fenomenal é a diversidade de sabores e aromas. Sim, alguns têm mais sabor, outros têm mais aroma. Do capuccino italiano ao café vienense, o café merecia ter um obelisco em cada capital de cada país.

Parafraseando Roberto Carlos, “você é amigo de fé, um irmão camarada”, um companheiro inseparável e inigualável dos que amam a escrita. O que seriam dos redatores, revisores, escritores e jornalistas sem você? E o que seriam dos funcionários de qualquer empresa se não pudessem fazer uma pausa para um cafezinho? E a dona de casa, que entre tantos afazeres, encontra no café um momento de prazer e descanso? Sem falar dos amigos que se encontram num café para tratar de negócios, política, esporte e jogar conversa fora…

Ah, café, seu lindo, eu te amo!!!

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